Essência de Espírito - Cheiro de Maldade


08/03/2007


Necessidades

Os cantos escuros pedem criados-mudos

As paredes brancas pedem rabiscos

As folhas limpas pedem palavras

As canetas pedem empunhadura

 

 

Os corações pedem grandes amores

Os vencedores pedem mais glória

Os solitários pedem abraços apertados

Os poetas só pedem mais atenção

Escrito por Salguod, D às 15h52
[ ] [ envie esta mensagem ]

02/03/2007


Cinzas

Cinzas. Num copo descartável com um dedo d’agua, um cinzeiro improvisado. Caracóis. A fumaça do cigarro baila pelo ar desenhando cachos acinzentados. Gotas. A água condensada nas paredes do copo escorrem pingando em minhas pernas. Tinta. No papel, uma centena de símbolos, que somados, formam um milhar de palavras vazias.

Já estou cansado de ficar sentado, preciso esticar as costas, afinal, os anos passam. A juventude me traiu. Não posso mais me dar o gosto de noites e mais noites de esgotamento físico, excessos alcoólicos outras pertinências.

A brisa gelada da sacada me convida a um profundo suspiro. Encho os pulmões e ao soltar todo o ar veio uma vontade enorme de um abraço. Então, enfio a chave nos bolsos e saio a andar. Hoje eu quero andar.

Depois de algumas quadras passadas, começo a ver algum movimento, muita gente jovem, amigos bêbados em gargalhadas desatinadas, uma briga de namorados, um casal de namoradas, gente que parece ser rica, gente que parece ser pobre, cada um com a sua diversão. Mal sabem eles o quanto isso vai ser importante e trará saudade.

Enfim, cheguei. Um bar bem antigo, já o freqüento há anos. Muitas coisas aconteceram naquelas mesas e muitas outras no banheiro. Esse é o melhor lado da irresponsabilidade. Espero nunca perder o restinho que me acompanha.

Vou ao meu lugar predileto. Sento no canto do balcão, junto à parede. De lá posso ver todos que entram, todos que saem, todos que sentam e saem, ou seja, posso observar tudo. E observando peço algo fraco, quero me manter sóbrio.

Hoje aqui está chato, ou será eu o chato? Não sei, mas estou incomodado com o lugar. Voltarei ao plano original e vou caminhar. Ao passar pela porta, senti um agradável aroma, perfume de moça, doce. Olho para esquerda e não vejo nada, olho para a direita e vejo duas mulheres. Pareciam se divertir com alguma história recente. De encontro a elas vinham três rapazes. Olhares bem indiscretos vieram deles, talvez tenham dito algo somente para elas ouvirem, mas pelo visto elas não deram a menor atenção.

Bom, vejo que a minha caminhada não rendeu nada além de minhas expectativas. Vou voltar para casa e tentar dormir na frente da televisão vendo algum filme romeno sobre a vida de duas pessoas apaixonadas durante a Segunda Grande Guerra.

É, mais uma noite se passa. Quem sabe, amanhã eu encontre alguém, fale coisas engraçadas, histórias de adolescência ou da faculdade. Talvez eu encontre alguém para dividir afeto, um beijo, um abraço. Quem sabe, amanhã eu decida estar com alguém, ter filhos, estar com uma pessoa só para o resto da vida. Mas hoje, um abraço estava de bom tamanho.

Escrito por Salguod, D às 14h17
[ ] [ envie esta mensagem ]

28/02/2007


A brisa da noite toca o rosto como veludo

De olhos fechados suspiros e sorrisos

Como é bom seu apetitoso cheiro doce

Mesmo que sendo apenas uma lembrança

 

 

Que falta sinto eu da sua voz, dos gestos

Do toque das suas delicadas mãos frias

Da beleza da tua pele, do teu rosto

Das formas saborosas do seu belo corpo.

 

 

Ávidos desejos, despertam, os seus lábios

Quanto de teu calor você terá a oferecer,

Qual será o gosto da tua boca, do teu colo,

Como será o tato do abraço desse corpo nu?

 

 

Volta!

 

 

A saudade sua já corrompeu minha moral, pois

De todas as vontades, a de você é a maior

Como uma agradável abstinência desenfreada

Como se toda fome fosse só da tua carne.

Volta!

Escrito por Salguod, D às 15h36
[ ] [ envie esta mensagem ]

21/02/2007


VOCÊ NÃO ENTENDE NADA

Você não entende nada
Não entende de lealdade
Não entende o significado da amizade.

 

É ignorante sobre o significado do passado
E do quanto valeu isso para o próximo.

 

Você não entende nada.
Você não quis entender nada.
Quer ser madura, mas não sabe,
Nunca soube como fazer isso.

 

Só sabe enfeitiçar,
mas não entende porque faz isso.

 

Definitivamente

 

Você não entende nada.

 

Escrito por Salguod, D às 14h34
[ ] [ envie esta mensagem ]

15/01/2007


CONTO: Conhaques, cigarros e sinucas PARTE II

Por favor, leia a menssagem anterior antes de prosseguir

 

...

 

Sem saída, tive que encarar a realidade e com a cara de pau mais perfeita que poderia fazer eu entrei na sala. Bebemos vinho e falamos da conversa da noite anterior. Quando eu percebi que já tínhamos derrubado algumas barreiras e talvez, sob efeito de algumas taças de vinho, disse a ela o seguinte: “Posso te contar um segredo?”. Com um sorrisinho de canto de boca ela acenou com a cabeça que sim. Depois de milhares de voltas finalmente disse que apesar de eu a convidar para jantar, eu tinha esquecido de fazê-lo.

Eu já esperava uma indignação e um mal estar que com certeza estragaria a noite que tinha acabado de começar. Mas graças a Deus não. Com uma bela gargalhada e uma tirada de sarro peculiar dela (ela sempre fazia isso), me olhou nos olhos e disse: “Mãos a obra! Você tem macarrão instantâneo?”.

Depois de caçar algumas coisas perdidas dentro do armário, achamos alguns molhos e coisas para incrementar o macarrão de três minutos,  e os dois, muitos bem vestidos (pelo menos ela estava mesmo) de avental, na cozinha, fazendo milagres tentando fazer algo para finalmente poder jantar.

Então, enquanto ela acabava de preparar a comida, eu fui arrumar a mesa. Para tentar reparar, ao menos um pouquinho a minha falha, fiz o melhor que eu podia. Castiçal com velas, guardanapos vermelhos (para combinar com o vestido dela) ornamentalmente e cuidadosamente dobrados.

Finalmente o jantar estava pronto. Acendi as velas, liguei o radio, um disco de blues que sempre ouvíamos juntos. Apaguei as luzes e a chamei para a mesa, tentando ser engraçado pus o pano de pratos dobrado no antebraço esquerdo, puxei a cadeira cordialmente e com um péssimo sotaque francês (só depois me dei conta que o sotaque deveria ser italiano, já que comíamos massa. Ou se não japonês, já que o prato principal era macarrão instantâneo) disse: “Boa noite Madame! Hoje temos um delicioso prato principal preparado especialmente para esta ocasião. A Senhorita gostaria de provar?”. Com um ótimo espírito ela respondeu que sim e perguntou o que era. Com o mesmo sotaque ridículo eu respondi:”Hoje nós preparamos instantaneous pasta ao molho de fresh tomatoes.”.

Brincadeiras a parte, jantamos e nos divertimos muito. Era a primeira vez que nós comíamos macarrão instantâneo acompanhado de um vinho caro. Geralmente o acompanhamento era algo como refrigerante ou um suco artificial.

A essa altura da noite, eu já delirava em tudo o que acontecia. Há muito tempo eu não me divertia assim com alguém, fazendo coisas banais. Eu já começava a desejar que a noite não terminasse. Na minha mente passeavam todos os momentos bons que nós tivemos juntos e o sentimento de como sempre foi agradável estar perto dela. Eu não queria aceitar, mas eu estava me apaixonando novamente por essa mulher.

Não sabia muito bem o que fazer, não queria passar a idéia de que somente tinha a convidado para comermos, bebermos e terminarmos a noite numa seção de sexo sem compromisso e que amanhã de manhã, a noite de hoje fosse apenas uma lembrança amistosa.

De repente, o telefone celular dela toca. Eu fiz questão de dar privacidade a ela, e fui para dentro fingindo que procurava algo. Peguei o meu celular na mão para dizer que via algo nele. Ela entrou onde eu estava. Eu fiz um comentário sobre as horas e meio sem jeito ela sorriu. Achei estranho e fiquei em silêncio. Então ela buscou sua bolsa no sofá, veio em minha direção e disse que a noite foi muito agradável. Despediu-se, me deu um beijo no rosto e foi embora.

Hoje em dia nos falamos com alguma freqüência. Ela vai se casar em dezembro, sonha em ter filhos e está bem feliz. E eu? Bom, tirando as doses de conhaque e maços de cigarros, estou bem melhor na sinuca.

Escrito por Salguod, D às 14h49
[ ] [ envie esta mensagem ]

CONTO: Conhaques, cigarros e sinucas PARTE I

 

 

Barulho ensurdecedor. Silêncio sepulcral. Não sei o que me irrita mais. As paredes já estão acinzentadas, tenho que tirar as teias de aranha do teto e lavar a louça acumulada do fim-de-semana. Mas só mais tarde. Acho que ainda posso adiar um pouco mais.

Desço para ver se há alguém nas calçadas, talvez encontre um velho amigo, uma antiga namorada. Mas no final das contas, quem me fez companhia foi o cigarro, o velho conhaque e a sinuca solitária.

Com as mãos nos bolsos volto para casa. Na mente algumas lembranças colorem o cinza da calçada. Faço uma lista de amigos que prometo ligar, que aliás, eu nunca cumpro. Com um cigarro apagado entre os dedos tento me convencer que eu não preciso fumá-lo. Mas acendo. Fazer o que? Nunca fui muito persuasivo.

Entro em casa, tiro o tênis, a meia, a jaqueta e a camiseta. Vou direto a geladeira, me decepciono novamente. Eu nunca aprendo a fazer as despesas antes de haver apenas água nas prateleiras. Sento no sofá, quer dizer, me esparramo. Telefone toca. Na mente corre: “Quem será que está me ligando? Já é quase madrugada!”.

“Alô?!”, Titubeante, me diz uma bela voz feminina. Pergunta se sou eu quem está falando. Mas que surpresa! O coração acelera, um friozinho me rebate de cima a baixo e a dúvida do que falar, de como falar e de se falar me deixa levemente afoito . Uma antiga amiga. Meses, quem sabe até mais do que isso sem nos falar. Já tivemos um breve romance que acabou por esfriar uma amizade de longa data. Até hoje não entendo o porque do fim. Deve ter sido esse meu jeito incompreensível de ser. Mulher nenhuma está acostumada.

Passamos a madrugada a falar. Risadas e mais risadas em lembranças realmente nostálgicas. Especialmente das coisas que, no passado, terminaram em uma briga boba ou coisas parecidas. Marcamos de nos encontrar logo na próxima noite.

Chego do trabalho arruinado. Uma segunda-feira maldita. Muito mais cansativa depois de uma madrugada em claro. Será que conseguirei estar bem para encontrar com ela? Não posso perder tempo. Ela vem para cá hoje (iremos jantar) e a casa está uma bagunça. O que essa meia está fazendo na fruteira?

Bom, depois de uma correria tudo está em ordem, ao menos parece. Corro pra tomar um banho e me aprontar antes que seja tarde. Escolhi o perfume que ela gostava. A campainha toca e o meu coração estremece. O nervosismo me domina e me sinto um adolescente idiota.

Meio tremulo eu atendo a porta. Ensaio um sorriso leve. No entreabrir foi se formando uma imagem fascinante. Linda! Foi a única coisa que eu consegui pensar por alguns instantes. O perfume dela inundou a casa toda, pelo menos foi essa a impressão que tive, pois eu parecia boiar a deriva.

Ela está perfeita, esse entretempo a fez muito bem. Com um olhar mais sóbrio e  cabelos cacheados e mais curtos, ficou mais feminina e sensual. Uma pele clara, cabelos pretos como da ultima vez que nos vimos. Como sempre, gestos delicados. Com um vestido da minha cor preferida, vermelho, num corpo lindo. Estava sem os óculos, deve estar usando lentes de contato, isso é bom, deixa mais evidente o seu olhar esverdeado. Estou me sentindo um relaxado desarrumado perto de tanto capricho por parte dela.

Com o “oi” tímido (e bem característico) dela eu despertei. Impressionado. Desajeitados nos cumprimentamos e eu pedi para que ela entrasse. A levei até a sala recém arrumada, eu nunca tinha feito serviço tão bom assim. Pedi para que ela sentasse e antes que começássemos um diálogo perguntei se ela gostaria de provar alguma bebida, afinal de contas, em minha casa pode até faltar comida na geladeira, mas não falta bebida no bar. Sugeri um vinho que guardava para ocasiões especiais, mas especiais mesmo, ela aceitou e fui buscá-lo.

Momentos depois, quando retirei a rolha do gargalo, o cheiro do vinho me fez lembrar a comida. Por que um vinho tinto não cairia bem se fossemos comer peixe. E então o meu mundo caiu.

Fiquei tão preocupado com a arrumação da casa que esqueci do jantar, e para ajudar, além do vinho, a única coisa que havia na geladeira eram garrafas d’água. E agora, o que fazer? Convidei a mulher mais linda da cidade para jantar e não tem jantar.

Continua no proximo post ...

Escrito por Salguod, D às 14h47
[ ] [ envie esta mensagem ]

06/12/2006


Amizade, a Desilusão

Veio aqui a eterna e gélida desilusão

Quanto mais para alguém se entregas

Mais é perseguido por essa maldição

 

Um poço sem fundo; úmido; escuro

É o que se torna a amizade sincera

Atos propositais mesmo em desaprovação

Arbitrariedade no jogo do próprio futuro

 

Consolo apenas no Espírito Divino

De certo, verdadeiro e único amigo

 

Sal, D

Agora

Escrito por Salguod, D às 15h56
[ ] [ envie esta mensagem ]

06/11/2006


Interminado

Por mais que eu queira não consigo deixar

Essa pseudopoesia minha é a única aliada

O único refúgio de uma mente que se perturba.

De uma alma que se expande, demais até.

 

Coisas do meu mundo externo me atormentam.

Como a ignorância intencional das pessoas,

A atemporalidade do falso-moral. O pouco-caso.

A maldade incrustada nesses espíritos fracos.

 

A felicidade voa alto com o vento quente e forte

Que despenca com a calmaria excessivamente gélida

Que sem delongas apaga as luzes dos sentidos,

Fazendo-me tatear as palavras numa louca procura.

 

Por mais que eu queira não consigo deixar

Essa pseudovida minha que é o que me resta adorar

Caminhando em suas lacunas como num labirinto

Pendurando poemas que jamais serão terminados.

 

Sal, D

01/11/06 - 06/11/2006

Escrito por Salguod, D às 12h29
[ ] [ envie esta mensagem ]

18/10/2006


Extraordinário

 

Eu crio. Assim. Deliberadamente.

Pra eu fluir. Para mim. Pro meu gozo

Deleite pragmático de minhas aspirações.

 

Sou assim. Pra mim. O Torto.

Amoral, sim. De paradigmas, o estuprador.

Regarei-te das disfunções subjetivas minhas.

 

Sua mente aberta, deve estar. Compreensão?

Busca numa ode a cútis  podre daquele.

Vinde com mais. Para eu, afortunado ser. Pra quê?

 

Ora. Fácil é. Deflorar teu espírito, quero eu.

Instigar a dúvida. Assim, Construir. Edificar-te.

Fazer o pior. Sentir-se o pior. No extraordinário, crescer.

 

Pra eu fluir. Assim. Para mim. Pro meu gozo.

 

Sal, D

Agora

Escrito por Salguod, D às 09h19
[ ] [ envie esta mensagem ]

03/10/2006


Quem será?

Uma pausa num dia calmo. Sentado nos degraus na frente do prédio acabo de acender um cigarro. Uma tragada, duas. A mente passeia por milhares de coisas e não fica em nenhuma. O dia está bom, nem quente nem frio. Uma leve brisa sopra confortante.

De repente, uma coisa me rouba do passeio nos pensamentos. Uma coisa não, alguém. Uma bela mulher parada. Parece que algo espera. Intrigante, meus olhos não desprendem de sua imagem. Traços simples, beleza acentuada pelos indescritíveis olhos claros, verdes. Uma silhueta impecável. De cima a baixo e vice-versa segue uma linha de perfeição.

Pele branca, clara e sóbria. Um pescoço esguio que hipnotiza para um cheiro a cada vez que ela ajeita os cabelos. Belo colo, belo busto. Proporcionalmente equilibrados como todo o restante de seu corpo. Uma linda cintura que dá início ao mais belo desenho seu. Forma com o seu quadril uma figura extremamente sensual, terminando na curvatura de seu generoso bumbum. Que aliás, provoca torcicolos aos que passam e com certeza sempre uma pontinha de inveja nas que passam. É praticamente impossível não olhar e vislumbrar.

Continuando o equilíbrio, belas pernas, no formato das roliças coxas passando pelas panturrilhas até os tornozelos. Quanta voluptuosidade! Embriagado com tal imagem perfeita parecia que eu podia sentir o seu cheiro ao fechar os olhos. Então fechei e respirei fundo na esperança de poder sentir a fragrância daquela mulher. Mas que bobagem! Assim eu pensei e deixei escapar um sorriso de canto. Abri os olhos e a vi partir. Sozinha. A cada passo que ela dava era um suspiro que eu lançava.

Enfim, já passa da hora de voltar. Mas amanhã esteirei lá. Esperando novamente a encontrar. Quem será?

 

 ---

 

O que me trai é a minha própria humanidade.
Sal, D

Escrito por Salguod, D às 11h35
[ ] [ envie esta mensagem ]

25/09/2006


Nova mente aqui

Definitivamente a sensibilidade adquirida no viés de minha vida, acaba, por muitas vezes, a me atrapalhar. Está extremamente irritante essa análise sensorial automatizada que a minha mente aplica em tudo que me cerca.

 

 

É algo extremamente ruim. Essa decomposição dos atos e comportamentos alheios... Não me passa nada. Não consigo mais simpatizar ou deixar de fazê-lo por alguém, simplesmente por essa pessoa basicamente ser ela, ficando em cima do muro por perceber exatamente o que me agrada ou não.  

 

 

Ando gostando mais ou menos de todos. Ando gostando cada vez mais de mim. E isso é muito perigoso. Demasiado arriscado.

 

 

Arriscado ao ponto de eu acabar passando por cima de todos de forma categórica. Como disse Nietzsche: "o excesso de força prova a força". Deplorável. Não preciso disso.

 

---

 

Pobreza de Espírito

 

Nada mais importa aos tatos nem às audições; sequer visões

Tão voltado pra si que respira as prórias entranhas fétidas

Nada além do oco. Nada além da casca. Nada atrás da porta.

 

Tamanho desejo no bizarro paladar de si mesmo, que goza

Não escuta mais ninguém. Só o seu demônio doentio particular

Pois é, não é qualquer um que consegue ter um desses grandes assim.

 

Sal, D

25/09/06

Escrito por Salguod, D às 14h49
[ ] [ envie esta mensagem ]

30/08/2006


Hunf !

To mal pra caramba.

 

Pra ajudar, tive um momento flashback que num me fez muito bem. Lembrei de coisas que na época eram muito boas, mas depois de um tempo praticamente acabaram com minha vida -_____-

 

Dia péssimo!

Escrito por Salguod, D às 12h57
[ ] [ envie esta mensagem ]

28/08/2006


Causo

2h30 da Manhã. Foi quando tocou o telefone ontem a noite. Fiquei furioso pois, já tinha ido dormir pertubado com coisas que aconteceram durante a noite, quando eu sentei na cama e procurei meu chinelos, estava escolhendo uma dezena de palavrões pra desabafar ao telefone pra quem que fosse do outro lado da linha.

 

Quando abri a porta do meu quarto e acendi a luz, me veio a mente que poderia ter acontecido algo ruim, afinal, era madrugada de sábado e as pessoas saem na madrugada. "Será que poderia ter acontecido algo?", foi o que eu pensei. Apartir dalí, nos 12 metros que separam a porta do meu quarto do telefone na sala, pensava uma desgraça diferente a cada passo que eu dava.

 

Atendi o telefone com a voz um pouco embargada pelo sono, mesmo limpando a garganda. "Alô!", eu disse. Antes que respondessem, me lembrei que há semanas, o telefone toca de madrugada. Muitas vezes chama até alguém atender, mas nunca respondem. Outras vezes chama algumas 2 ou três vezes e pára. "Olá!", me respondeu uma voz feminina, firme, aveludada, do tipo vendedora de sexshop. Perguntei já meio indignado pensando que era algum trote, que era brincadeira de mal gosto, mas não me respondeu e voltei a perguntar. Então me respondeu dizendo "Lilian. Meu nome é Lilian". Ainda achando que ra algum trote, perguntei bem rispidamente: "O que você quer a essas horas da madrugada?!?!?!? Por que diabos você não está dormindo??? Poque eu estava!!!!!".

 

Me senti sendo gozado quando um sorriso eu ouvi (¬¬). Então ela me disse que ela só queria conversar com alguém, que passou o dia inteiro sozinha e não conseguia dormir, por isso, decidiu ligar pra alguém. Isso me deu cócegas pensando o por que que alguém ligaria pra mim  para conversar no meio da madrugada. Logo vasculhei minha mente buscando alguma Lilian e nada. Perguntei se a conhecia, ela disse que não, que juntou o prefixo de um telefone e sufixo de outro que ela conhecia e ligou.

 

Me deu uma indignação por ela ter me acordado, e eu já tava tomando ar pra xingar-lhe mas então ela disse: "Como sua voz é bonita!". Eu creio que ela percebeu a minha sutil revolta e cortou antes de eu começar a esbravejar. Como muitos sabem, sou péssimo com elogios. Pode ser a coisa mais banal do mundo que eu me contorço inteiro de vergonha. Então, funcionou, ela cortou a minha revolta e me deixou em silêncio.

 

Após isso, como uma metralhadora começou a disparar perguntas. Qual era meu nome, quantos anos eu tinha, o que eu fazia da vida, foram algumas delas. A essa altura, mesmo eu achando estranho, eu já estava achando interessante também. Tudo o que ela me perguntava, virava um braço de um novo assunto, ela tinha uma pequena história para tudo o que me perguntava. Assim, sem eu ter que perguntar nada descobri que supostamente( porque essa história tá meia atravessada ainda) Ela se chama Lilian, tem 29 anos, é Analista de Projetos, Faz pós-graduação em gestão de processos, se formou em Administrção de Empresas, mas queria fazer Direito.

 

Eu praticamente só escutava. Quando dei por mim, que o sono venceu o dispertar que ela tinha me forçado, já eram 3h45 da manhã. Estava alí sentado ouvindo ela a mais de uma hora. O sono já estava insustentável, então pedi pra desligar. Como seu eu fosse algum atendendte do CVV (centro de valorização da vida) eu fui gentil (Oo), dizendo que foi bom conversar com ela mas precisava ir. Por que eu fiz isso!? (O.O)

 

Ela respondeu dizendo que foi  bom falar comigo tb, agradeu a atenção e pediu pra ligar novamente pra falar comigo(¬¬). Imaginem essa mulher me ligando td dia de madrugada. Pra num ser mal educado, já que eu tinha mantido a finesse até então, disse que ela poderia ligar a hora que ela quisesse, menos entre as 0h00 e 9h00 porque eh quando eu estou dormindo e que eu não queria perder mais noites importantes de sono.

 

Então ela se despidiu, me chamou de anjo, disse que adorou falar comigo, e que eu iria ter boas surpresas daqui pra frente, pois eu fiz por merecer. Aí sem entender nada,  eu fui perguntar do que ela falava, ela me disse um outro tchau, desejou boa noite, pediu desculoas e desligou o telefone  (Ó.ò).

 

Então eu desliguei também, fui deitar novamente e dormi. Mais tranquilo do que da primeira vez, pelo menos.

 

Bom, alguém já ouviou falar em coisa parecida? Se tivesse putaria pareceria história de conto erótico.

 

Isso é coisa que se conta e ninguém acredita.

Escrito por Salguod, D às 09h30
[ ] [ envie esta mensagem ]

23/08/2006


Guerra dos sentidos.

Hoje eu acordei mais tarde, atrasado para variar. Morrendo de fome eu procurei o que comer depois de tomar um banho. Não achei anda que me desse prazer em degustar e tomei um copo de leite para vir trabalhar.

 

De repente, meu corpo veio me lembrar que está muito mais difícil do que eu imaginava ser um ex-tabagista, ou pelo menos, um semi-tabagista.

Para quem nunca fumou ou para quem nunca tentou parar de fumar a sensação que é sentida é um completo mistério. E eu digo, é diferente de tudo o que eu já senti.

 

O Nosso corpo acostuma-se de uma forma que envolve vários sentidos diferentes para pedir a vocÊ que dê mais nicotina para ele.A vontade de fumar após alguns dias sem fazê-lo é uma mistura de agonias básicas, de base da nossa existência. Hoje eu fiquei me observando e dissecando o que sentia, comparando com as coisas que eu já havia experimentado. Foi daí que tirei as minhas conclusões.

 

A vontade de fumar que vem depois desse 8 dias é algo que mistura os seguntes sentimentos numa mistureba só:

Fome: Não é a vontade de comer, é a fome mesmo. A necesidade de comer sente-se o mesmo sentimento, mas não pela comida e sim pelo cigarro.

 

Expectativa: Sabe quando você está assistindo um seriado de tv e a trama chega num ponto que você diz para si mesmo, "não posso perder. Eu TENHO que assistir!", então, é a mesma coisa... é como dizer "eu preciso fumar, eu TENHO que fumar!".

 

Ansiedade: Usando o emsmo exemplo do seriado de tv, sabe quando tah chegando a hora do seriado e sobe aquele nervosismo? Ou então sabe quando vc está prestes a se apresentar em um seminário no colégio? Bingo, é extamente isso. Só que ligado diretamente ao cigarro.

 

O mais estranho de td, é que isso é uma guerra de tentações. De fato, esse perrengue não dura mais do que 5 minutos. Aí o que se sente é algo como vc sente muita fome, mas aí por não comer, de repente vc não tem mais fome. Qnd vc tá ansioso pra ver o bendito seriado e não acontece nada e demais e vc sentiu td aquilo a toda. E finalmente qnd vc está nervoso pela apresentação do seminário e td corre bem e vc descobre no meio do caminho que não precisava de tanto nervosismo.

 

E assim a caminhada continua... 8 dias hj ... me desejem sorte.

Escrito por Salguod, D às 10h52
[ ] [ envie esta mensagem ]

22/08/2006


Dúvidas Matinais

O que tem de mais nas coisas mais simples?

 

O que será que tem no final do arco-íris?

 

Por que as mulheres usam o mesmo perfume?

 

Onde está o Wally?

Escrito por Salguod, D às 12h04
[ ] [ envie esta mensagem ]

Perfil



Meu perfil
BRASIL, Sudeste, SAO PAULO, BRAS, Homem, de 20 a 25 anos, Portuguese, Zulu, Sexo, Livros, Política
Outro - perguntem-me